Prada x Louis Vuitton

No ringue das bolsas, o vilão é sempre quem paga com o próprio dinheiro.

Débora Fiama

7/6/20251 min read

Em um Brasil cada vez mais habitado por narrativas de escândalos e acusações seletivas, há uma velha cartilha política que insiste em demonizar empresários — especialmente quando gastam O PRÓPRIO DINHEIRO. É o que vemos hoje com o caso do empresário Roberto Justus, amplamente criticado nas redes por usar R$ 14 000 do próprio bolso para comprar uma bolsa de grife para sua filha de 5 anos.

💼 O que aconteceu?

Roberto Justus foi alvo de comentários ácidos após a família compartilhar uma foto em que a filha, Vicky, aparece com uma mini bolsa Fendi avaliada em R$ 14 000. A repercussão explodiu — mas, convenhamos, quase sempre pegam leve com quem compra com recurso público. terra.com.br+7

🎭 O paradoxo político

Se um empresário gasta seu próprio dinheiro em ostentação, é “capitalista malvadão”. Mas quando um político, eleito com salário pago pelo povo, desfila com bolsa de R$ 27 420 — também alvo de críticas, mas sem o mesmo peso moral — aí virou “empoderamento” e “direito à dignidade”.
Ou seja: criticar o gasto privado com veemência, mas relativizar o gasto público — eis a hipocrisia da narrativa seletiva que gruda.

🧠 O que isso revela?

  • Origem do dinheiro importa — e muito.

  • Há uma inversão de valores: quem gasta o que é seu é vilão, quem gasta o que é nosso é pioneiro social.

  • Somos convidados a nutrir ódio de classe: odiar quem ganhou na iniciativa privada, enquanto blindamos privilégios públicos.

🧭 O recado

Se o debate fosse justo, o foco seria o mesmo: questionar luxo em qualquer fonte, pública ou privada. Mas enquanto a lógica atual demoniza empresários e desculpa poderosos, a discussão nunca será equilibrada.

No país onde “capitalista de bolso cheio” é escudo coletivo, decretar Justiça é: condenar quem gasta o que é seu, e aplaudir quem esbanja o que é dos outros.


Aqui é Débora Fiama: desfiando essa hipocrisia, bolsa por bolsa — privada ou pública.